Festa de encerramento 2011

Mais um ano está acabando e com ele mais um período letivo. É hora de desligar as câmeras, descansar e recarregar as baterias para planejar o próximo ano. E para comemorar as conquistas de 2011 e as férias que se aproximam nada melhor que se divertir juntos!

Hoje aconteceu a Wii-festa do BIMOR. A “jogatina” rolou até o anoitecer, foram seis horas de  muita risada e, como não poderia faltar, salgadinhos, doce, chocolate…

Muito obrigada aos que passaram pelo BIMOR nesse ano de 2011, aos que vão continuar me acompanhando no ano que vem e aos que participaram da festinha. Obrigada por me ajudarem a construir o nosso laboratório e fazer dele um lugar agradável, no trabalho e na diversão!

Feliz Natal e um excelente 2012!

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30º Congresso da Sociedade Internacional de Biomecânica do Esporte – ISBS 2012

Entre os dias 2 e 6 de julho de 2012 acontecerá em Melbourne (Austrália) o 30º Congresso da Sociedade Internacional de Biomecânica do Esporte – ISBS 2012.

Conferências confirmadas:

Dr. Nick Brown – Biomechanical Services and Research for Athletes and Coaches to Enhance Performance and Prevent Injury

Prof. Taija Finni – Muscle-tendon mechanics and energetics during jumping, walking and running

A/Prof. Hiroyuki Nunome – Ball Impact Kinematics and Dynamics in Soccer Kicking

A/Prof. Jacqueline Alderson

Biomechanical models to understand the mechanism behind injury and disease in sport

Young Blood Keynote Dr. Ian Bezodis – Bridging the Gap between Research and Practice in Athletics

Applied sessions confirmadas:

Golf

Footbal kicking

Biomechanics of Paddling

Biomechanical Analysis of Snowboard Jump Landings

Adventure pursuits: An axis for biomechanics, technique and technology

Datas importantes:

5 de dezembro de 2011 – início das inscrições e submissão de trabalhos

3 de fevereiro de 2012 – deadline para submissão de trabalhos

20 de abril de 2012 – término das inscrições com desconto

Local de realização:

Australian Catholic University

School of Exercise Science

Locked Bag 4115,
115 Victoria Parade
Fitzroy, Melbourne,
Victoria, 3065, Australian

www.acu.edu.au

Mais informações:

http://isbs2012.com/

Erros comuns em livros didáticos nas descrições do tamanho da fibra muscular em seres humanos não treinados

Apesar de ser comum a associação do estudo do tecido muscular à fisiologia, os músculos também são estudados do ponto de vista biomecânico. As propriedades de funcionamento do tecido muscular, a organização funcional do músculo esquelético e os aspectos biomecânicos da função muscular têm grande atenção nessa área.

São vários os aspectos que influenciam na produção de força e potência muscular. É comum encontrarmos a afrimação de que, teoricamente, a força máxima que uma fibra muscular pode exercer depende do número de sarcômeros colocados em paralelo. Outro fator que influencia a produção de força muscular é a capacidade intrínseca das fibras musculares gerarem força. Tanto o tamanho (área de secção) quanto a capacidade de gerar força (tensão específica) varia de acordo com o tipo de fibra. É comum livros didáticos de histologia, fisiologia e biomecânica trazerem discussões sobre as diferenças entre as fibras musculares tipo I, IIA e IIB. Entretanto, a literatura científica apontou algumas falhas nessas descrições. No volume de setembro do periódico Sports Biomechanics foi publicado um artigo de revisão a esse respeito, cujo título dá nome a este post. Veja abaixo a tradução do seu resumo:

CHALMERS, G. R. & ROW, B. S. Comon errors in textbook descriptions of muscle fiber size in nontrained humans. Sports Biomechanics, v. 10, n. 3, p. 254-268, 2011.

Livros didáticos de ciência do exercício, anatomia humana e fisiologia  comumente relatam que as fibras musculares tipo IIB tem a maior área transversal do que os outros dois tipos de fibras. Estas descrições do tamanho das fibras musculares não coincidem com a literatura advinda de pesquisas que examinaram fibras musculares em jovens adultos humanos não treinados. Para os homens, as fibras tipo IIA foram significativamente maiores do que os outros tipos de fibras (seis de 10 casos em seis diferentes músculos). Para as mulheres, geralmente fibras tipo I, ou tanto fibras I e IIA  foram significativamente maiores (cinco dos seis casos em quatro diferentes músculos). Em nenhum desses relatos fibras do tipo IIB foram significativamente maiores do que os outros dois tipos de fibra . Em 27 estudos que não incluem comparações estatísticas do tamanho médio da fibra entre os diferentes tipos de fibra, nenhum dos casos apresentou fibras do tipo IIB maiores do que o tipo I e IIA. A provável razão para os erros nas descrições encontradas em livros didáticos sobre os tamanhos das fibras musculares humanas é que os dados foram extraídos de animais mas não são rotulados como tal, e não há qualquer aviso de que existem diferenças entre espécies nas propriedades da fibra muscular. O correto conhecimento sobre os tamanhos das fibras musculares pode facilitar a interpretação das adaptações causadas pelo envelhecimento e treinamento.